O Governo do Piauí decretou situação de emergência zoossanitária em todo o estado após a confirmação de um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no município de Porto, localizado na região Norte. O decreto, publicado no Diário Oficial do Estado, terá validade inicial de 180 dias.
A medida foi adotada após a confirmação laboratorial da doença pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, que identificou o vírus em suínos da localidade afetada.
Com o decreto, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi) passa a coordenar todas as ações de controle, prevenção e erradicação da doença. Entre as principais medidas estão a restrição da movimentação de suínos, produtos e subprodutos de origem suína, além do reforço na vigilância sanitária em propriedades rurais e pontos estratégicos do estado.
O documento também autoriza a adoção de procedimentos administrativos emergenciais, permitindo maior agilidade na compra de insumos, contratação de serviços e execução de ações necessárias para conter o avanço da doença.
Doença não afeta humanos
A Peste Suína Clássica é uma enfermidade viral altamente contagiosa que atinge exclusivamente suínos domésticos e javalis. Não há risco para a saúde humana, nem para o consumo de carne suína inspecionada. No entanto, a doença provoca elevados índices de mortalidade entre os animais e pode causar sérios prejuízos econômicos à cadeia produtiva.
Entre os principais sintomas estão febre alta, apatia, manchas avermelhadas na pele, perda de apetite, diarreia e dificuldade de locomoção. A Adapi orienta que qualquer suspeita seja comunicada imediatamente aos órgãos de defesa sanitária.
Orientação aos produtores
Produtores rurais estão sendo orientados a reforçar medidas de biossegurança, como controle de acesso às propriedades, higienização adequada e proibição da entrada de animais sem procedência conhecida. A fiscalização será intensificada durante o período de vigência do decreto.
O Governo do Estado reforça que as medidas são preventivas e fundamentais para evitar a disseminação da doença para outras regiões do Piauí, garantindo a proteção do rebanho suíno e a segurança da produção agropecuária.

