A Câmara Municipal de Corrente dedicou boa parte da sessão ordinária nº 1012, realizada nesta segunda-feira (1º), à discussão sobre o espaço definido para o transbordo de resíduos sólidos no município.
O tema mobilizou diversos parlamentares, que destacaram preocupações da população e a necessidade de embasamento técnico antes da emissão de um posicionamento oficial.
A vereadora Rosivânia Ribeiro (Progressistas) levou ao plenário as principais dúvidas apresentadas pelos moradores da região afetada. Segundo ela, um ofício foi entregue à Câmara solicitando um parecer técnico sobre possíveis impactos do transbordo. Rosivânia, que preside as comissões de Educação, Meio Ambiente e Saúde, afirmou que o Legislativo deverá convocar profissionais da área ambiental para fornecer análises especializadas e colaborar na elaboração de um documento institucional.
Durante o Artigo 77, outros vereadores também se manifestaram sobre o assunto, entre eles Salmeron Filho (Progressistas), Dionizio Nogueira (MDB), Paulo Henrique (Solidariedade), Eduardo Lobato (PSD), Robério Lustosa (Progressistas) e Maria Luiza (MDB).
De maneira geral, os parlamentares reconheceram que o município precisa avançar na gestão dos resíduos sólidos e que o transbordo pode ser uma ferramenta importante para o cumprimento das normas ambientais.Apesar disso, o vereador Paulo Henrique (Solidariedade) apontou falhas na comunicação entre a administração municipal e os moradores da área onde a estrutura seria instalada. De acordo com ele, a falta de diálogo gerou insegurança e questionamentos sobre impactos na região de chácaras.
O presidente da Câmara, Cristovam Neto (PSD), reafirmou o compromisso do Legislativo em aprofundar o debate e buscar informações técnicas antes de qualquer posicionamento definitivo. Ele destacou que a Casa está aberta para fiscalizar, realizar visitas ao local e garantir total transparência no processo.

