A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e altera o atual modelo da escala 6×1. O texto prevê dois dias de descanso remunerado por semana e agora segue para análise do Senado Federal.

A proposta foi aprovada em segundo turno com 461 votos favoráveis e 19 contrários. No primeiro turno, o placar foi de 472 votos a favor e 22 contra.

Entre os deputados federais do Piauí, todos os dez parlamentares votaram favoravelmente no primeiro turno da votação. Já no segundo turno, oito mantiveram apoio à proposta e dois estiveram ausentes.

Como votaram os deputados do Piauí

1º turno

  • Átila Lira (PP) – Sim
  • Castro Neto (PSD) – Sim
  • Dr. Francisco (PT) – Sim
  • Flávio Nogueira (PT) – Sim
  • Florentino Neto (PT) – Sim
  • Jadyel Alencar (Republicanos) – Sim
  • Júlio Arcoverde (PP) – Sim
  • Júlio César (PSD) – Sim
  • Marcos Aurélio Sampaio (PSD) – Sim
  • Merlong Solano (PT) – Sim

2º turno

  • Átila Lira (PP) – Sim
  • Castro Neto (PSD) – Sim
  • Dr. Francisco (PT) – Sim
  • Flávio Nogueira (PT) – Sim
  • Florentino Neto (PT) – Sim
  • Jadyel Alencar (Republicanos) – Sim
  • Júlio Arcoverde (PP) – Ausente
  • Júlio César (PSD) – Ausente
  • Marcos Aurélio Sampaio (PSD) – Sim
  • Merlong Solano (PT) – Sim

O que muda com a PEC

De acordo com o texto aprovado, a redução da jornada ocorrerá sem diminuição salarial. A proposta prevê um período de transição até que a carga horária semanal chegue às 40 horas definitivas.

Dois meses após a promulgação da futura emenda constitucional, os trabalhadores regidos pela CLT passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Nesse mesmo prazo, a jornada semanal será reduzida de 44 para 42 horas.

A mudança definitiva para 40 horas semanais deverá ocorrer 14 meses após a promulgação da PEC.

O texto também prevê exceções. As novas regras não se aplicam a profissionais com diploma de curso superior que recebam acima de 2,5 vezes o teto da Previdência Social, além de trabalhadores terceirizados contratados pela administração pública.

Agora, a proposta segue para votação no Senado Federal.