Uma grave denúncia envolvendo a merenda escolar de Monte Alegre do Piauí tem gerado forte repercussão em todo o estado. O caso, que já chegou ao Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), aponta um suposto esquema milionário de fraude, com indícios de superfaturamento, empresas suspeitas e possível desvio de recursos públicos.
Preços fora da realidade levantam suspeitas
Entre os pontos mais alarmantes da denúncia está o valor pago por itens básicos da merenda. Um dos exemplos citados é a aquisição de amido de milho de 500g por R$ 423,15, valor considerado extremamente elevado.
De acordo com o levantamento apresentado, apenas esse item teria gerado um gasto de aproximadamente R$ 589 mil, o que acendeu o alerta para possível superfaturamento.
Empresas sob suspeita e possível esquema
A denúncia também aponta que empresas contratadas pela prefeitura não teriam estrutura compatível com os serviços prestados, levantando suspeitas de que possam ser empresas de fachada.
Outro dado que chama atenção é que uma dessas empresas teria recebido mais de R$ 918 mil, podendo ultrapassar R$ 2,3 milhões ao longo dos anos, inclusive com indícios de pagamentos sem cobertura contratual.
Diante das irregularidades apontadas, vereadores do município solicitaram ao TCE a suspensão imediata dos contratos, além da interrupção de repasses às empresas envolvidas.
Prefeito reage e nega irregularidades
Após a repercussão do caso, o prefeito Dijalma Mascarenhas se manifestou oficialmente, rebatendo as acusações.
Em nota, o gestor afirmou que:
Todas as licitações seguiram os trâmites legais A gestão atua com transparência As denúncias seriam infundadas e com motivação política
O prefeito também classificou as acusações como sendo de “má-fé”, sugerindo que há uma tentativa de desgastar a administração municipal.
Prefeitura contesta valores divulgados
A gestão municipal também questionou os valores apresentados na denúncia, afirmando que pode ter havido interpretação equivocada, especialmente no caso do amido de milho.
Segundo a prefeitura, os valores não se referem a unidades individuais, mas possivelmente a lotes ou quantidades maiores, o que justificaria os números divulgados.
Investigação pode ter grandes desdobramentos
O caso agora está sob análise do Tribunal de Contas, que deverá apurar:
A legalidade dos contratos A veracidade dos valores apresentados Possíveis prejuízos aos cofres públicos
Se confirmadas as irregularidades, o escândalo pode se tornar um dos maiores envolvendo merenda escolar no estado, com impacto direto na educação pública.
População cobra respostas
Enquanto o caso ganha repercussão e entra em disputa política, moradores e pais de alunos cobram esclarecimentos. Afinal, a merenda escolar é essencial para milhares de estudantes e qualquer irregularidade atinge diretamente quem mais precisa.

