Cristino Castro (PI) – O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) conseguiu a condenação do réu A. S. de A. a 16 anos de reclusão pela tentativa de homicídio contra Tatiana Mota da Silva, sua ex-companheira. O julgamento ocorreu no Auditório do Tribunal do Júri da Comarca de Cristino Castro, com atuação dos promotores de Justiça Marina Cordeiro e Márcio Carcará, que sustentaram a tese de homicídio qualificado na forma tentada.
O crime ocorreu em maio de 2021, quando A. S. atacou Tatiana com uma faca, desferindo um golpe na região do pescoço. A vítima, no entanto, conseguiu segurar a lâmina e foi rapidamente socorrida, o que impediu a consumação do homicídio — fato que, segundo o MPPI, se deu por circunstâncias alheias à vontade do agressor.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu, por maioria de votos, a tese defendida pelo Ministério Público. Os jurados reconheceram que o crime foi praticado no contexto de violência doméstica e por razões da condição do sexo feminino, configurando feminicídio tentado — uma das formas mais graves de violência contra a mulher previstas na legislação brasileira.
O juiz de Direito Cléber Roberto Soares de Souza, presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Bom Jesus, fixou a pena em 16 anos de prisão com base no artigo 121, § 2º, VI e § 2º-A, I, combinado com o artigo 14, II, todos do Código Penal, e com o artigo 5º, III, da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006).
A sentença reforça o compromisso do MPPI com o combate à violência de gênero e à impunidade nos casos de agressões contra mulheres. A condenação também serve como um marco importante na defesa dos direitos humanos e na promoção da justiça em casos de crimes praticados no âmbito doméstico e familiar.
O caso ilustra a gravidade da violência doméstica e a necessidade de medidas enérgicas por parte do Poder Judiciário e do Ministério Público para proteger as vítimas e responsabilizar os agressores.

